quinta-feira, 12 de julho de 2018

GEOCAM: Apresentação das Pesquisas no XIX - Encontro Nacional de Geógrafos (ENG - 2018)

No período do dia 02/07 a 06/07/2018, ocorreu nas dependências da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) - Campus I, em João Pessoa, o XIX Encontro Nacional de Geógrafos – ENG, o evento teve como tema principal: “Pensar e fazer a Geografia Brasileira no Século XXI: Escalas, conflitos socioespaciais e crise estrutural na nova geopolítica mundial: Escalas, conflitos socioespaciais e crise estrutural na nova geopolítica mundial”.
Na oportunidade, o Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia (GEOCAM) esteve participando desse grande debate sobre a geografia nacional, o qual o grupo deslocou-se em veículo de Belém (PA) á João Pessoa (PB), realizando algumas paradas no decorrer do caminho, para a alimentação, descanso e entre outras.

A Viagem...
O planejamento da viagem deu-se a partir do percurso de ida pelas rodovias BR- 316 de Belém (PA) à Teresina (PI) com aproximadamente 906 Km percorridos no primeiro dia de viagem. No segundo dia, partiu-se de Teresina (PI) com destino a Mossoró (RN) a cerca de 822 Km; no entanto, sob boas condições de trafegabilidade foi possível percorrer mais 277 Km alcançando a cidade de Parnamirim (RN) - totalizando 1.092 Km desde a partida de Teresina (PI), restando apernas 174 Km para o destino – João Pessoa (PB) - que foram realizados na manhã de segunda-feira, dia 02 de julho de 2018.
O início da viagem foi marcado por grandes desafios, no vídeo a seguir é possível visualizar equipes trabalhando na BR-316 (Pará-Maranhão) na altura do município de Maracaçumé, no estado do Maranhão.
Fonte: Registro de Robson Brito, cedido ao Geocam (01-07-2018).
Ao longo da viagem, belas paisagens se projetavam no horizonte entre subidas e descidas de serra o relevo revelava os municípios do Nordeste. Dentre as quais destacamos Caxias- MA, localizado na região do Meio Norte, e Forquilha situado no semiárido nordestino.
Figura 1: Área de Subidas e Descidas de Serra no Maranhão e no Ceará.
Fonte: Geocam (2018).

Assim, a primeira grande parada deu-se no município de Tianguá (CE) na subestação de energia da Nova Ventos de Tianguá Energias Renováveis S.A. na área de posicionamento das Torres das Unidades Geradoras, onde constatou-se o grande potencial da energia limpa e renovável.

Figura 2: Área das Turbinas Eólicas em Tianguá (CE).
Fonte: Geocam (2018).
A chegada em João Pessoa, foi marcada com forte expressão paisagem litorânea, dentre os pontos visitados estão a Praia de Tambaú e o Farol de Cabo Branco (o ponto mais extremo leste das Américas), conforme a figura seguir:
Figura 3: Ponto mais oriental das Américas.
Fonte: Geocam (2018).
O retorno foi programado da seguinte forma, saída as 12:00 horas de João Pessoa (PB) com destino a Sousa (PB) região do oeste da Paraíba com este percurso foi realizado em 443 Km. Na manhã de sábado retomou-se a viagem partindo de Sousa (PB) atravessando a porção sul do Ceará e do Piauí, passando por Teresina (Capital) com parada para dormida em Caxias (MA) este trajeto foi realizado com percurso de 921 Km. Na manhã de domingo, 8 de julho de 2018, percorreu-se 836 Km de Caxias (MA) a Belém (PA).
Antiga Estação Ferroviária no Município de Cedro (Ceará), onde a estação resguarda na área da praça central da cidade, as proximidades da CE-153 (Rodovia Padre Cícero) que liga Cedro a Rendinha (CE), passando por Catinga Grande.

Figura 4: Locomotiva na Estação de Cedro (CE).

Fonte: Geocam (2018).
Atualmente a Locomotiva que integrava o Município de Cedro aos demais do semiárido nordestino encontra-se parada, exposta ao tempo.
Ao todo foram percorridos 2.179 Km no percurso de ida – segundo as rodovias do litoral nordestino. E o percurso de volta 2.200 Km, totalizando aproximadamente 4.379 Km de viagem, algo entono de 68 horas de estrada, com belas paisagens no horizonte.

O Evento...
O Evento teve como programação momentos de Credenciamento, a Plenária Política, Trabalhos de Campo, Mesas com importantes debates acerca dos temas de maior relevância na geografia brasileira, Minicursos, Espaços de Diálogos e Práticas, Grupos de Trabalho, além dos importantes Debates Políticos.
Figura 5: Mesa de Debate e posicionamento da discussão de Gênero na Geografia
Fonte: Geocam (2018).
A programação deu-se em outras atividades, propiciando grande leque de temáticas, em um evento de magnitude nacional.

EDP - Cidade/Urbano
Estiveram presentes, além de vários docentes e discentes da geografia do Brasil, representando o grupo GEOCAM, o Professor Ms. Carlos Jorge Nogueira de Castro, docente de Geografia na Universidade do Estado do Pará (UEPA) e líder do grupo GEOCAM, que em oportunidade numa reunião de Pós–Graduação, apresentou o grupo para os colegas, o qual relatou o comprometimento com a cartografia e também com os estudos voltado pra os sistemas de transportes na região amazônica.
Figura 6: membros do EDP – Cidade / Urbano, todos ligados a questões do Transporte Público.
 Fonte: Geocam (2018)
Na oportunidade das apresentações de trabalho foi possível afinar os estudos e estabelecer contatos para futuras parcerias institucionais através do diálogo com pesquisadores do eixo Rio de Janeiro - São Paulo e de Minas Gerais que também se debruçam sobre o planejamento e a gestão do transporte público, bem como outras temáticas afins.

EDP – Campo / Rural
Na oportunidade foi possível apresentar a pesquisa realizada no âmbito da formação do território Amazônico que é um fator que desperta o interesse de muitas pesquisas na área da ciência geográfica, tendo em vista que ao longo dos séculos diferentes politicas foram empregadas por parte inicialmente da coroa portuguesa e posteriormente do governo brasileiro, visando a ocupação e domínio territorial desta parte do continente.
Nesse Sentido deve-se enfatizar o valor estratégico que a área da extinta comarca de Cintra, atualmente município de Maracanã, que teve no processo colonização da região Nordeste Paraense e posteriormente da chamada Zona Bragantina. Trabalho teve como principal autor Nonato Gonçalves Sousa e foi apresentado pelo orientador, o professor Me. Carlos Jorge Nogueira de Castro.

EDP – Natureza e Meio Ambiente.
Alguns discentes da Universidade do Estado do Pará (UEPA), como o Francisco de Assis da Silva Lopes (conhecido como Chicão) e Hudson Campos Mesquita, assim como, o Professor Ms. Carlos Jorge, apresentaram trabalhos nos Espaços de Diálogos e Práticas - EDPs do evento, onde tiveram a oportunidade de dialogarem com outros participantes um pouco sobres as suas pesquisas.
Figura 7: Membros do EDP - Natureza/Meio Ambiente.
Fonte: Geocam (2018).
O trabalho, foi traçado a partir da discussão sobre os cursos hídricos que se encontram em áreas urbanas das cidades, onde buscou-se especificamente falar sobre o curso do rio Sajopê, localizado na cidade de Igarapé Açu, no nordeste paraense, relacionando o acréscimo populacional na área urbana, assim como, sua dinâmica, com as problemáticas ocorridas no decorrer do curso do rio.
O rio em questão, apresenta duas dinâmicas inerentes ao seu curso. A primeira, condiz a respeito à preservação, onde o trecho do rio encontra-se dentro de uma propriedade privada, cujo a sua utilização é voltado para a geração do lucro econômico a partir da venda da natureza. A segunda, observa-se a sua precariedade uma vez que o maior trecho de sua extensão sai da propriedade particular e passa a fazer parte da área pública do município de Igarapé Açu, onde este sofre com a ausência de políticas públicas eficientes, bem como com o descaso e falta de conscientização da população que mora ao seu entorno.

Para Concluir...
O ENG, foi um evento de grande valia, onde pode-se visualizar, refletir e pleitear sobre conteúdos voltados para a crise estrutural. Os conflitos no campo frente ao avanço do agronegócio.
Os conflitos socioespaciais em curso no século XXI que impõem à ciência geográfica brasileira refletir o pensar e fazer geografia, assumindo o compromisso de analisar a realidade em movimento e atuar frente aos desafios que emergem da Nova Geopolítica Mundial.
Texto:
Carlos Jorge N. de Castro e Assis Lopes (o Chicão).
Docente e Discente de Geografia.
Universidade do Estado do Pará.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

I - GEO-DIÁLOGOS: UMA ATIVIDADE CONJUNTA ENTRE OS GRUPOS DE PESQUISA GEOPURB E GEOCAM.

No último dia 06 de junho, aconteceu nas dependências do Campus Universitário de Castanhal da Universidade do Estado do Pará (UEPA), a palestra intitulada “Castanhal (PA) Cidade Média de entorno metropolitano ” ministrada pelo Professor Dr. Willame de Oliveira Ribeiro, através da iniciativa dos grupos de Pesquisa: Grupo de Pesquisa Geografia do Pará Urbano (GeoPurb) e o Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia (GEOCAM). Na oportunidade, a parceria entre os grupos buscou aproximar seus estudos da comunidade acadêmica local tendo em vista o tema da palestra, bem como despertar cada vez mais o desejo de pesquisa entre os acadêmicos e profissionais da geografia UEPA, figura 01.  
Figura 01: Geo-Diálogos e os principais momentos da palestra.
 Fonte: Geocam e Geopurb (2018).
Estiveram presentes além do palestrante já citado, o Professor Dr. Fabiano de Oliveira Bringel, atual coordenador do curso de geografia da UEPA, que fez uma fala incentivando a pesquisa e os eventos dos grupos que estão cada vez mais se fortalecendo dentro da universidade, além de destacar alguns planos para sua gestão nos próximos dois anos. O Professor Ms. Carlos Jorge Nogueira de Castro, docente de Geografia na universidade e líder do grupo GEOCAM, o qual mostrou qual o objetivo do seu grupo de pesquisa comprometido com a cartografia e também com o estudo sobre o sistema de transportes na região amazônica, assim, agregando valor aos diálogos entre os grupos de pesquisa. O professor Benedito Ely Cruz, representando a COAD, também esteve presente destacando a importância da pós graduação dentro da instituição e do curso e também incentivou a integração dos grupos para um estudo qualificado da região amazônica através de pesquisas na UEPA.
O evento foi de grande valia aos alunos da geografia do interior, estavam presentes grande parte das turmas de Castanhal e também de Igarapé-Acu, os quais puderam visualizar e refletir sobre conteúdos importantes para a região em que vivem, tendo em vista a importância de Castanhal no cenário das grandes cidades do Pará. A palestra objetivou demonstrar através do trabalho do professor Willame, qual a condição de castanhal frente a rede urbana da região, mostrando sua característica de centralidade, aliada a situação espacial, bem como suas interações espaciais. Dessa forma, satisfeitos com os resultados, os membros dos grupos de pesquisa estarão cada vez mais se empenhando para elevar o nível de integração entre grupos de pesquisa, acadêmicos e coordenação dentro da universidade. 
Texto: Kyala Pimentel.
Discente de Geografia.
Universidade do Estado do Pará.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Inauguração do Laboratório de Geografia Eidorfe Moreira - (LAGEM) / CCSE / UEPA.

        Os professores e os discentes do curso de Geografia da Universidade do Estado do Pará, a partir do dia 14 de novembro de 2017, com a inauguração do Laboratório de Geografia Eidorfe Moreira (LAGEM), no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE/UEPA), passaram a contar com um novo espaço de pesquisas e estudos referentes ao georeferenciamento, geoprocessamento e a cartografia.
      Resultado dos esforços conjuntos da coordenação do curso, direção de centro, da gestão superior da Universidade e da Câmara dos deputados, na figura do deputado Carlos Bordalo. Uma conquista que proporciona um novo caminho a geografia e, principalmente, a cartografia no Estado do Pará. O que era uma necessidade e um sonho acadêmico, profissional e inclusive, social, tornou-se realidade.
                                                            [ Fonte: GEOCAM, 2017]
        A cartografia se apresenta como essencial à diversos estudos e em diversas áreas do campo científico. Notoriamente, trata-se de uma ferramenta fundamental para se pensar e compreender criticamente acerca das pluralidades espaço-territoriais do Pará, da Amazônia e do Brasil. Com isso,  a cartografia da UEPA, tende a se solidificar em um nível estadual e nacional, tornando-se uma referência na área.

        O nome do Laboratório homenageia um dos principais pensadores da década de 50, do Estado do Pará. Eidorfe Moreira, nascido na Paraíba, em 1912, logo aos 2 anos de idade se mudou para Belém e a partir disso trilhou uma bela trajetória acadêmica, profissional e social. Com uma formação que transita pelo direito, economia, política, é apontado como uma das bases para se compreender a complexidade da região amazônica e como um dos maiores contribuintes a geografia paraense.
        Para o Professor e Coordenador do Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia (GEOCAM), Carlos Jorge Nogueira, com sólida trajetória em estudos cartográficos,  é um momento de se alegrar e prosseguir o trabalho:
"Sem dúvidas, enquanto geógrafo e cartógrafo, estou muito feliz com essa importante conquista. É algo que sonhamos a bastante tempo.  A partir disso poderemos fazer muito mais, conseguiremos ampliar e qualificar os estudos que já estão se desenvolvendo (...) poderemos criar e seguir novas perspectivas. É uma grande conquista e não devemos esquecer dessa data. Não só a geografia, mas sim a “Uepa”, como um todo, a sociedade paraense.”.

                                                        [ Fonte: GEOCAM, 2017]
     Ainda de acordo com o Coordenador do GEOCAM, o grupo de pesquisas, agradece a oportunidade de no início desse projeto ter participado e garante que isso será prática frequente:
“ Nós do GEOCAM, não podemos deixar de agradecer a oportunidade de ter participado da inauguração direta e indiretamente desse projeto. Produzimos para tal um mapa especial (...) um mapa da Amazônia, suas paisagens e suas dinâmicas territoriais. É muito gratificante vê-lo na parede do laboratório.  De nossa parte, garantimos que a parceira está fechada e ajudaremos no que for preciso”.
 [ Mapa produzido pelo GEOCAM]
         Para Daniel Sombra, professor de Geografia da Instituição, é um momento de ter novos olhares, agradecer e unir forças em busca de um aperfeiçoamento:
“ Em tempos de crises, de cortes de investimentos, ter um laboratório com bons materiais, como é o nosso caso,  é motivo de alegria e de agradecimento. Eu parabenizo a todos os envolvidos, a cada esforço feito (...) gestões, coordenação, direção, docentes e discentes. Estão todos de parabéns! (...) É de se comemorar!  Agora iniciamos um novo caminho, precisamos unir forças, deixar de lado divergências e pensar no nosso curso de geografia, na comunidade acadêmica, na sociedade paraense e amazônida”.
                                                                 [ Fonte: GEOCAM, 2017]
           Além disso, de acordo com o professor Daniel, as aulas se tornarão mais completas e eficazes:
“ Para além dos produtos cartográficos, como mapas, base de dados, não podemos esquecer de um dos maiores ganhos: a sala de aula. Agora os futuros geógrafos (...) os geógrafos em formação, terão um local pra prática, não somente a parte teórica (...) isso, sem dúvidas, significa um ganho qualitativo incalculável “.

O LAGEM é formado por produtos de elevada qualidade, como móveis confortáveis,  15 computadores completos, que possibilitam a instalação e o manuseio dos  melhores softwares da atualidade, assim como um retroprojetor que tornarão as aulas mais dinâmicas e permitirão a criação de produtos de elevada qualidade, além de oferecer oportunidades de realização de pesquisas de alto padrão.
                                                          [ Fonte: GEOCAM, 2017]
Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia (GEOCAM);

Belém - Pará, 2017.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A IMPORTÂNCIA DO CIRCUITO RURAL-URBANO DOS TRANSPORTES PARA A ECONOMIA DE IGARAPÉ-AÇU

Nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, o Prof. Carlos Jorge N. de castro, líder do Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia – GEOCAM, auxiliado pelos pesquisadores do grupo J. Filho e Nonato Gonçalves, percorreram diversas localidades dos municípios de Igarapé-Açu, Maracanã, Marapanim e Magalhães Barata com o objetivo de identificar as rotas dos transportes (ônibus, micro-ônibus e vans) que integram-se por fluxo com a cidade de Igarapé-Açu.
                                 Fig. 01 - Ônibus Transporte Rural-Urbano na Estrada do Prata.
                                         Fonte: Geocam, 2017.
Em uma etapa anterior a esse trabalho de campo, nos dias 04 e 11 de setembro foi feito um levantamento prévio com os motoristas/proprietários de ônibus que atendem as localidades rurais viabilizando um fluxo significativo em direção a sede do município. Ainda, nessa primeira atividade, foram coletados dados sobre essas rotas de ônibus, como: origem, destino, linha, proprietário, quantidade de ônibus, horário, identificação do ônibus e valor médio da passagem.
Entre as várias conversas informais com os agentes supracitados, destacamos a fala do Sr. Eneílson Nunes (filho do Sr. Enéas Simão), um dos proprietários da Empresa Miguel Tur, a maior do segmento no município de Igarapé-Açu:
“Os passageiros vêm à cidade para negociar algum produto produzido em seu terreno, vem receber aposentadoria; mas a maioria, vem mesmo é fazer compras em supermercados ou comprar algum produto para sua casa em loja. O que chama atenção, é que ao invés da gente presenciar por exemplo, grande volume de farinha para ser vendido na cidade vindo das localidades, se ver ao inverso, pessoas comprando farinha para abastecer ou sua família ou seu pequeno estabelecimento comercial” (Trecho extraído de conversa informal em 11/09/2017).
Após esse processo inicial, visitamos as localidades dos municípios inseridos nessa dinâmica de interações espaciais que reverbera em analisar e compreender a centralidade e influência econômica de Igarapé-Açu. 
Muito enriquecedor aos propósitos da pesquisa foram os relatos de alguns moradores da localidade de Marudazinho (Marapanim) que concedeu ao GEOCAM importantes relatos em entrevista, conforme a imagem a seguir: 
                                Fig. 02 - Entrevista na Comunidade de Marudazinho - Marapanim
                                          Fonte: Geocam, 2017.
De acordo com seus entendimentos geográficos, fez-nos compreender essa leitura e, também recuperar significativamente a história desse circuito que outrora contribuiu/contribui com a importância geográfica e econômica da cidade Igarapé-Açu nessa porção do Nordeste Paraense, conforme relatou o Sr. Antônio Melo, Agente de Saúde da Vila de Marudazinho município de Marapanim:
“Antigamente, segundo minha mãe, os moradores faziam sua produção local e iam à pés para vender em Igarapé-Açu, cortando caminhos e estradas. Depois, surgiram algumas embarcações, onde 03 (três) proprietários destas atendiam a comunidade via rio Marapanim. Em seguida, com a construção da ponte sobre o rio Marapanim entre Matapiquara e Cristolândia, extinguiu-se as embarcações que outrora faziam esse fluxo. Com isso, surgiram as rotas terrestres que partem para a cidade de Marapanim três vezes por semana. Mas, a nossa produção, o recebimento de aposentaria, as despesas do funcionalismo público, as compras, tudo é em Igarapé-Açu em decorrência da posição geográfica (...) as empresas que atendiam a comunidade com destino a Belém eram: São João, Trans Arapari, Estrela Azul, Modelo e Sucesso. Hoje, continua a Modelo, e para igarapé-Açu é Wall Transportes com dois horários, manhã e tarde” (Trecho extraído de conversa informal em 01/11/2017).
De acordo com o relato acima, percebemos a importância de Igarapé-Açu para essa localidade por oferecer melhor estrutura em relação a serviços e ao comércio. Também observamos a mudança da via de circulação em contextos diferentes. No primeiro momento, haviam conexões sem estrutura por meios de caminhos e estradas; depois temos rio como vetor de circulação; e hoje, destacamos as estradas pavimentas ou não, mas que oferecem maior dinâmica na economia local através dos transportes.
Na visitação, destacamos as localidades/comunidades de Porto Seguro, Tapiaí, Seringal, Livramento, São Luís, Curi, São Jorge do Jabuti/KM 18 e Santo Antônio do Prata (Igarapé-Açu); Vila São Benedito/KM 19 e Boa Esperança (Maracanã); Marudazinho e Matapiquara (Marapanim); Prainha e Arraial (Magalhães Barata), conforme a Representação Cartográfica a seguir:
                         Mapa 01  - Área de Abrangência do Circuito Rural-Urbano de Igarapé-Açu.
                                      Fonte: Geocam, 2017.
A partir dessas localidades partem as rotas de ônibus que interligam diretamente as mesmas com a cidade de Igarapé-Açu e, também atendem indiretamente outras inúmeras localidades espalhadas às margens das rodovias estaduais ou estradas vicinais adjacentes com conexão utilizando motocicletas, bicicletas e até canoas. 
                               Fig. 03 -  Trapiche na Comunidade de Porto Seguro - Igarapé-Açu.
                                          Fonte: Geocam, 2017.
Merece destaque pela influência indireta a cidade de Magalhães Barata reforçando e consolidando esse circuito rural-urbano mostrando que a influência de Igarapé-Açu excede seus limites territoriais.
Por falar nos percursos das rodovias e estradas, observamos e ao mesmo tempo fazendo uma análise preliminar sobre as transformações espaciais que vem sofrendo a paisagem regional. Nesse processo, principalmente na área de abrangência de Igarapé-Açu, destacamos o intenso cultivo do dendê, cultura que vem monopolizando as atividades agrícolas da região, deixando em um patamar secundário, a pimenta-do-reino, a pecuária e as culturas de subsistência. 
                            Fig. 04 - Vias de Dendê no Espaço Agrário de Igarapé-Açu.
                                         Fonte: Geocam, 2017.
No entanto, essa é uma discussão que será abordada em outro momento quando retomaremos a análise com novas percepções sobre a expansão e territorialização da dendeicultura com ênfase nas Transformações Espaciais abarcado pelo Sistema Produtivo do Dendê, objeto de pesquisa de J. Filho; as Transformações no Circuito Produtivo das Comunidades Pesqueiras, com objeto de pesquisa de Nonato Gonçalves; e do Sistema de Transporte Rural-Urbano nos Municípios da Região de Integração do Guamá,  conforme o Projeto Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, subprograma PIBIC-FAPESPA-2017, que tem como proponente, Carlos Jorge N. de Castro.
                                 Fig. 05 - Equipe de Campo na Comunidade de Prainha - M. Barata.
                                         Fonte: Geocam, 2017.
As visitas nas comunidades citadas acima, possibilitou um outro olhar sobre as dinâmicas presentes nos municípios de Igarapé-Açu, Magalhães Barata, Maracanã e Marapanim, obviamente outros fenômenos e processos estão em curso e metamorfoses. Mas certamente, são possíveis de serem desvelados pela prática de pesquisa de campo, e este é o projeto do Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia.
Fonte: GEOCAM

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

GEOCAM PROMOVE PRIMEIRO CURSO DE CARTOGRAFIA: " SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA E O GEOPROCESSAMENTO APLICADO À ANALISE TERRITORIAL"; EM IGARAPÉ-AÇU.

O Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia – GEOCAM, realizou nos dias 21 e 22 deste mês, o seu primeiro minicurso de cartografia, intitulado: “Sistema de Informação Geográfica e o Geoprocessamento Aplicado à Analise Territorial”, com o uso do Software Quantum Gis [Versão 2.18 – Las Palmas], como forma de integrar os seus membros e sobretudo, de trazer novas proposições de pesquisa a eles e de aperfeiçoar suas capacidades cartográficas.
Dessa vez o local escolhido foi o Laboratório de Informática (INFORCENTRO) da Fazenda Escola da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), localizado no município de Igarapé-Açu, que foi cedido, com grande satisfação pelo Sr. Luiz que é o Gerente-Geral. Seu apoio foi fundamental para o desenvolvimento da atividade, principalmente por se tratar de um ambiente com uma excelente estrutura.
O coordenador do GEOCAM – Prof. Msc. Carlos Jorge, ministrou o estudo, com o foco em temáticas atuais, atentando-se a necessidade de se articular a teoria à prática:
“(...). Sem dúvidas é preciso articular a teoria à prática, afinal a cartografia não se limita ao software, seja o Quantum Gis ou o próprio ArcGis. As ferramentas cartográficas, os softwares mais modernos, teoricamente, são simples de se manusear, a grande questão é a prática, o exercício diário, não esquecendo, é claro, da teoria, no caso, a nossa tão importante geografia”.
Assim, de forma bem estruturada e gradual, estabeleceu seu plano de ensino, o que surgiu de diálogos entre os líderes do GEOCAM, como afirma o Prof. Carlos Jorge: 
“Depois de conversas com o amigo e também um dos líderes do grupo, professor Daniel Sombra, percebemos que existem temas na atualidade, que carecem de um olhar mais geográfico e cartográfico. Então, optamos, por uma análise mais territorial, tratando de problemas ambientais como o desmatamento, queimadas florestais, e a própria poluição hidrográfica (...) Não esquecendo também da importância de se entender o próprio software em si, suas funções e ferramentas ”.
Em outro momento, o Coordenador, não escondeu a sua felicidade ao presenciar com orgulho (orgulho positivo) os primeiros passos do grupo:
“Fico muito feliz por perceber que os integrantes do grupo abraçaram a ideia de tentar fortalecer um ramo que é tão fragilizado na nossa instituição. É um pequeno passo, dentre muitos que daremos juntos. Eu agradeço a todos que participaram desse momento”. 
Os participantes se mostraram bastante animados com a oportunidade de se aprender um pouco mais sobre a cartografia, como afirma a Luana Assunção (egressa da Universidade do Estado do Pará e pesquisadora do GEOCAM):
 “Eu acredito que esse curso foi muito proveitoso (...) pois além da gente aprender a manusear o software, entender como a gente pode usar o geoprocessamento nas nossas pesquisas geográficas, mas também pra gente repensar, pra gente refletir que tipo de pesquisas nós podemos desenvolver daqui pra frente” (Luana Assunção, 2017).
Adiante, complementa a discente de Geografia da Universidade do Estado do Pará, Kyala Pimentel:
“É sempre bom aprender um pouco mais sobre a cartografia, ainda mais quando se tratam de questões tão emergentes, como as ambientais. Torço pra que ainda tenham muitos cursos pela frente, pois será engrandecedor" (Kyala Pimentel, 2017).
Na ocasião, além dos membros do GEOCAM, participaram discentes da Universidade do Estado do Pará (UEPA) que foram convidados. O que faz parte do ideal do grupo: ofertar, na medida do possível, possibilidades ao maior número de pessoas.
A discente de Geografia Karla Moura, uma das convidadas/agraciadas, comentou acerca disso:
”O grupo de pesquisas deve ser aberto, ele deve ter um caráter em prol da comunidade acadêmica como um todo. Sei que é muito complicado e admiro muito a sua disponibilidade de está aqui dois dias seguidos. Não é todo mundo que tem essa coragem, essa força de vontade. É só agradecer” (Karla Moura, 2017).
Como uma de suas últimas falas nos dois dias, o coordenador do grupo ressaltou alguns dos objetivos do curso:
“A nossa intenção maior é que cada discente ou cada membro do grupo tenha a condição de ofertar e ir a comunidade. Se cada aluno passar por esse processo inicial, de compreender o software de aprender, será possível formar profissionais capacitados “.
Ao fim, agradecemos a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA – Igarapé-Açu), a Universidade do Estado do Pará (UEPA), em especial ao Campus Universitário de Igarapé-Açu (Campus –X) , o qual o Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia (GEOCAM) é amparado por esta Instituição de Ensino Superior (IES), junto a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Bibliografia
CASTRO, Frederico do Valle Ferreira. Cartografia Temática. Belo Horizonte. UFMG, 2004.
Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/30482262/apostila-cartografia-tematica-frederico-valle
FITZ, Paulo Roberto. Geoprocessamento Sem Complicação. São Paulo. Oficina de Textos, 2008.
Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/23419306/geoprocessamento-sem-complicacao---paulo-roberto-fitz

TEXTO: GEOCAM (2017).

segunda-feira, 29 de maio de 2017

COORDENADOR DO CAMPUS E REPRESENTANTE DO GEOCAM-UEPA CONCEDE ENTREVISTA À RÁDIO COMPANHEIRA FM 87.9 DE IGARAPÉ-AÇU

No último sábado, 29 de maio, o professor de geografia e coordenador do Campus Universitário da Universidade do Estado do Pará- UEPA de Igarapé Açu, Carlos Jorge, participou do programa “J. Filho Show”, pela Rádio Companheira, 87.9 FM, de Igarapé Açu.
Em uma conversa bastante construtiva, acompanhada de boas músicas, ao lado do Geógrafo e Radialista J. Filho tratou sobre diversos temas, como sua gestão universitária, sua trajetória acadêmica e de seus novos projetos, como a criação recentemente do Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia – GEOCAM.  Na oportunidade pode-se levar ao conhecimento da comunidade local os resultados das pesquisas desenvolvidas no Campus Universitário de Igarapé-Açu.
Geógrafo, formado pela Faculdade de Geografia e Cartografia da UFPA, o professor tem ao longo de suas pesquisas, como uma de suas bases estudos, a cartografia:
“Desde cedo, tive grande proximidade com a cartografia. Na Graduação, realizei estudos voltados ao Sistema de Informação Geográfica (SIG) e ao Sistema de Transporte de Passageiros, onde tratei de 20 linhas de ônibus que integram a Universidade Federal do Pará (UFPA). Já na Especialização em Geoprocessamento e Ordenamento Territorial pela Faculdade São Marcos (FASAMAR), aprofundei os conhecimentos em Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto. No Mestrado, realizei uma Análise sobre as territorialidades das empresas de Transporte Urbano da Região Metropolitana de Belém (2000-2012), apresentando mudanças e continuidades nas atuações dos Agentes Transportadores. No Doutorado estamos avançando na pesquisa acerca do Transporte Rodoviário do Nordeste Paraense, mas a pesquisa encontra-se em curso(...) “
Como forma de gratidão, o professor, lembrou dos órgãos onde trabalhou e dos projetos de pesquisas que auxiliaram em seu crescimento profissional e pessoal:
“No decorrer de minha graduação, tive a oportunidade atuar em órgãos como o Instituto de Terras do Pará – ITERPA, onde desenvolvi habilidades em georeferenciamento e regularização fundiária. Tive o orgulho de estagiar no Laboratório de Análise da Informação Geográfica – LAIG/UFPA, onde acompanhei projetos de pesquisa de mestrado e doutorado dos pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento, que nos desafiaram a ampliar os horizontes da pesquisa. Participei ainda do Programa Fortalecer, que visava o acompanhamento de acadêmicos da UFPA nas escolas da Rede Estadual de Educação, em uma parceria UFPA/SEDUC. Também fui integrante do Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID) onde seguia as orientações do Programa Fortalecer, mas a fonte dos recursos passou a CAPES. “
Outro tema abordado ao longo da entrevista, foram os frutos dos estudos realizados no Campus Universitário de Igarapé Açu, sob a sua orientação:
“(...) Ao longo desses 3 anos atuando na Universidade do Estado do Pará (UEPA) tive a oportunidade de orientar 8 pesquisas e acompanhar umas dezenas de trabalhos, dentre os temas observa-se uma forte tendência para: problemáticas voltadas ao ensino e ao ensino de geografia; análise das dinâmicas urbanas; analises ambientais. Bem como levantamentos cartográficos, a exemplo da pesquisa recente que abordou o comportamento criminal, na temática homicídios, na cidade de Castanhal nos anos de 2014 e 2015, no qual foi realizado o levantamento destas ocorrências via ferramentas de geoprocessamento”.
Como uma de suas mais recentes conquistas, fruto de inúmeros debates acadêmicos, Carlos Jorge, fala com orgulho da criação de seu grupo de pesquisas, projeto de anos:
“Bem... o Grupo de Estudos e Observação Cartográfica da Amazônia – GEOCAM, tem como objetivo estimular aos acadêmicos da Universidade do Estado do Pará (UEPA) que possuem afinidades com o conhecimento cartográfico, a desenvolverem estudos que revelem as principais questões para as regiões do estado. Temos desenvolvido estudos para melhor compreender o processo de formação dos municípios do nordeste paraense, que seguiram um padrão de ocupação [municípios da zona litorânea, Rio Guamá, e municípios formados ao longo da Estrada de Ferro de Bragança]. Há muito para se revelar para gerações futuras, resta geografia não ficar apenas nos relatos falados, devem ser escritos e compor um acervo para pesquisa futuras(...)”.
Na oportunidade o Geógrafo falou ainda do livro “Belém dos 400 anos: analises geográficas e impactos antropogênicos na cidade” que será lançando no período de 27 maio a 4 de junho no Hangar, em Belém, durante a 21° Feira Pan-Amazônica do Livro, onde possui um capítulo de sua autoria “Belém e a formação da cidade tomando como princípio a atuação dos Agentes do Sistema de Transporte Urbano”. Além de convidar a sociedade de Igarapé-Açu e região para participar da XIII Semana Acadêmica do Campus Universitário de Igarapé-Açu que terá como tema – Reflexões sobre a formação do professor no contexto multicultural: discursos e saberes. Na ocasião também ocorrerá o I Seminário do PIBID da Região Nordeste Paraense – Igarapé-Açu, que ocorrerá no período de 05 à 09 de junho de 2017.
Por fim, o líder do GEOCAM, reservou alguns instantes para agradecimentos a Rádio Companheira FM, ao radialista J. Filho e a toda comunidade local:
“ É tempo de agradecer... Agradecer todos os ouvintes da Companheira FM, a Você J.Filho, aos nossos servidores do Campus Universitário de Igarapé-Açu, que contribuem dia pós dia para o desenvolvimento acadêmico dos discentes e docentes da Universidade do Estado do Pará, esse é o nosso compromisso com Igarapé-Açu e região”.
Ao fim da entrevista o Professor Carlos Jorge conheceu as instalações da Rádio 87.9 FM, de Igarapé Açu.

Agradecemos a neste momento ao Radialista J. Filho e a Radio Companheira 87.9 FM, de Igarapé Açu pela oportunidade concedida.
Um Forte Abraço!!!
Texto elaborado por - Carlos Jorge Nogueira de Castro e Rafael Henrique Maia Borges.

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